O modelo tradicional insiste em reduzir o sofrimento a diagnósticos e medicamentos. Mas o sofrimento não nasce fora de um contexto — ele é alimentado por um sistema que exclui e desampara o sujeito justamente nos espaços onde ele deveria ser acolhido: família, escola e trabalho. Reabilitar de verdade é resgatar a cidadania ativa por meio de práticas integradas.
"A reabilitação psicossocial não é devolver o sujeito a uma 'normalidade' padrão, mas sim garantir a ele o direito de gerir a própria vida em liberdade."
— Franco BasagliaA união entre o núcleo de afeto e a rede pública (CAPS, CRAS, saúde) — uma base essencial para sustentar o cuidado diário e compartilhar a jornada.
O espaço de desenvolvimento e socialização. Garante inclusão real, acolhimento seguro nas crises e um aprendizado saudável para todos.
O resgate da cidadania por meio da geração de renda e economia solidária — devolve a independência, o papel na sociedade e a autonomia do sujeito.
Território, família e comunidade precisam compartilhar o cuidado. Sem articulação intersetorial, o sujeito fica isolado.
Crises de desregulação têm lógica própria. A improvisação gera pânico e esgotamento — o manejo precisa ser sensível e seguro.
Vai além de adaptar tarefas. Arte, cultura e geração de renda são ferramentas terapêuticas reais que devolvem cidadania e autonomia.
"Não se curvem diante dos prontuários. É o afeto que cura, não a técnica isolada de quem finge não ver a alma do outro."
— Nise da SilveiraComo articular a família e os dispositivos do território (CAPS, CRAS e escola) na prática.
Como gerenciar desregulações de alunos neurodivergentes e orientar equipes escolares.
Como criar oficinas e cooperativas de economia solidária para promover a reinserção social.
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Terapeuta Ocupacional graduada pela PUC-Campinas (PROUNI), mestre e doutoranda pela UFSCar com foco no Método Terapia Ocupacional Dinâmica. Residência em Saúde Mental e Coletiva pela UNICAMP, especialização pelo CETO e certificação internacional em integração sensorial (CLASI-ASI) em andamento.
Doutoranda em Educação, Conhecimento e Sociedade. Mestre em Gestão, Planejamento e Ensino. Pedagoga e psicopedagoga, com especializações em Neuropedagogia, ABA e Saúde Mental. Atua diretamente no CAPS, com foco em TEA, TDAH e neurodesenvolvimento.
Terapeuta Ocupacional (IPA), mestre em Psicologia Social e Institucional (UFRGS), com especializações em Saúde Mental Coletiva e Saúde e Trabalho. Fundadora da GerAÇÃO/POA — Oficina Saúde e Trabalho — e ativista histórica em saúde mental e economia solidária.
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